como puderam notar, o blog está à deriva por vários motivos; vida maluca, falta de tempo e ainda mais agora com as redes sociais bombando haja tempo para a gente postar, ler comentarios e manter a vida em dia.
Ao ler as notícias de alguns jornais hoje, vi uma foto que me fez viajar no verdadeiro túnel do tempo. Comecei a lembrar de fatos tão interessantes de nosso passado familiar que não tive outra alternativa a não ser dar uma paradinha e escrever um cadinho desta história que marcou grande parte da nossa turma.
Vejam as fotos abaixo e relembrem...
Sim, estou falando de nosso local de passeio preferido de quase todos os fins de semana há muitos anos atrás: Rio Acima.
Pobre Tidona!!! Quem mandou ter uma casa num lugar tão agradável e ser parente de uma reca de gente ávida por tomar banhos de cachoeira e curtir um papo à beira de um fogão de lenha???
Era só chegar o fim de semana e lá ia a turma toda pegar o subúrbio para Rio Acima; parecia o piquenique do Golias.
O trem apitava, abria as portas rapidamente e só se via adulto empurrando crianças, sacolas, merendas e tudo que tinha direito, risadas e conversas, tudo bem rápido pois logo logo soava o apito novamente e lá ia o subúrbio pela ferrovia afora, rumando para o nosso local de destino. Só depois de todo mundo lá dentro é que iam conferir se tava faltando alguém...
E a gente não tinha medo de nada; passava de um vagão para outro; viajava na porta; enfiava a cabeça pela janela e nossas mães matraqueando e rindo sem parar, nem sabiam o que estava se passando.
Sempre a mesma turma, comandada por D. Aninha, D. Elza, D. Helena e Fiota.
Uma das passagens mais marcantes destas nossas idas e vindas ocorreu num dia em que estávamos indo à pé tomar o subúrbio de volta para BH, já no início da noite. Nós, crianças maiores, (Marcinha, Maria Helena, Maria, Joana e eu) íamos à frente preocupadas com o horário de pegar o trem pois já tínhamos saído atrasadas; nossas queridas mamães, acho que desta vez Fiota não tinha ido, vinham bem devagar, parando aqui e ali, batendo papo e rindo. O trem foi se aproximando e logo abrindo as portas; nós, que já estávamos na plataforma de embarque, não tínhamos certeza se elas já haviam chegado também; ficamos em dúvida se embarcávamos ou não, já que o sinal que elas nos faziam de longe dava a entender que era para entrar. Resultado: cada um entrou num vagão. Vi que Vavá tinha colocado Soraya, nesse época com uns 3 anos de idade, dentro do trem e estava ajudando vovó a subir quando o esse começou a se movimentar bem devagar; só vi lá de dentro que ele colocou vovó de volta na plataforma, agarrou Soraya e ficou com as duas do lado de fora do trem que se afastava rapidamente.
Aí foi aquela confusão. Todo mundo procurando todo mundo pelos vagões até a constatação de que faltavam Vavá, vovó e Soraya na contagem final.
Para resumir: Resolvemos que teríamos que voltar para Rio Acima. (Para que voltar todo mundo? todas as 12 ou 15 pessoas?).
Descemos todos na próxima estação em Honório Bicalho e enquanto Tia Helena, Marcinha , Maria Helena e eu passamos a noite na estação aguardando o próximo trem para Rio Acima, curtindo o frio e sem ter onde comprar nem água, o resto da turma voltou à pé (14 KM) seguindo a linha do trem, tal era a ansiedade de mamãe em confirmar se Soraya estava mesmo em segurança. Que falta fez um celular nessa época!
A história acabou em risadas para nós e em infortúnio para Tidona, que admirada se viu obrigada a receber todo mundo de volta na mesma noite.
Na foto acima o parque do Gandarella. Isto te faz lembrar alguma coisa Fiota?Aqui a foto do centro social da cidade. Foi nesse local a festa do casamento da Julita filha da Tidona. Alguma lembrança deste casamento gente???
Acima uma parte da cachoeira do Viana. Acho que esta era a nossa preferida. Nossas mães acampavam perto para deixar o papo em dia e a gente ia conhecer as redondezas, passando por lugares que até tremo em pensar tamanho o perigo que rondava. Mas para nós era tudo muito normal.
Bons tempos aqueles.!!!



















































